O passo seguinte

Publicado em Ter 06/06/06 como Cotidiano

Nietzsche disse que “quando você olha muito tempo para dentro do abismo, este também olha para dentro de você”. E assim tem sido meus dias sobre a terra, porque eu acreditei que só poderia ser feliz de um modo, desprezando todos os outros infinitos caminhos rumo à felicidade.

Após um período de reclusão e reflexão, consegui finalmente discernir o que me prejudica e o que me beneficia na minha vida, e quais foram as escolhas certas e as erradas até o momento, baseado no que eu sou hoje, obviamente.

A decisão de mudar para medicina, sem abandonar a informática é claro (precisarei trabalhar até estar formado) tem origem no meu sonho de menino de me tornar um grande cientista para ajudar muitas pessoas, mas está fundamentado no fato de eu ter percebido que através da informática este sonho parece inatingível (questões de mercado) e também na descoberta, melhor, confirmação da minha dislexia, que pode trazer benefícios na hora de eu fazer diagnósticos e/ou pesquisas.

Claro, eu recebi estímulos externos que me impulsionaram nesta nova direção. O primeiro deles foi a enorme carga de seriados médicos que tenho assistido desde que assinei TV a cabo, como E.R. e House (este último é o meu favorito), a minha amizade com o Praxedes, que não é médico mas sim um excelente odontologista que mesmo ganhando bem, sabe quando é preciso abrir mão do dinheiro em função da necessidade de ajudar as pessoas, e finalmente da Jewel, que lançou um álbum novo que contém uma canção que me ajudou a abrir os meus olhos para a o caminho que eu estava seguindo.

O próximo passo é estudar muito e ter fé de que estou fazendo as escolhas certas, e devo estar porque faz tempo que não sinto uma paz interna não grande.


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