Publicado em Qua 10/15/08 como Sociedade
Existe um abismo econômico e social entre os países ditos em desenvolvimento, também conhecidos como “países de terceiro mundo” e os países ricos, também conhecidos como “países de primeiro mundo”. Porém o tamanho deste abismo é calculado com base no que os países ricos consideram ser rico e ser educado.
De acordo do que se considera uma pessoa socialmente integrada e educada, com acesso a cultura e muitas oportunidades de desenvolvimento pessoal, os índios são considerados miseráveis! Porém é na Noruega, país extremamente rico, onde todas as pessoas podem ser o que quiserem, que é contabilizada a maior taxa de suicídios do mundo. Não conheço nenhum caso de suicídio entre os índios.
Hoje está sendo travada uma luta contra a pobreza mundial, e blogs do mundo inteiro estão escrevendo em prol disto, mas acredito que antes de interferir, de tentar fazer com que o resto do mundo fique mais parecido, acredito é precisamos parar e analisar melhor a situação atual do mundo como um todo.
Concordo que a fome não deve ser tolerada e que devemos combater ela no mundo mas, antes de promover eventos e arrecadar comida para a Somália, precisamos saber realmente porque existe fome naquele país. A Somália é apenas um exemplo, pois no Brasil, país onde existem pessoas que passam fome, que é considerado em desenvolvimento, coloca-se fora cerca de 60% da comida produzida aqui dentro, seja perdida nas estradas, seja descartada na forma de restos em restaurantes.
A pobreza é a fome de ontem, porém desconsidera-se que a fome é apenas um sintoma de algo muito maior, e que a pobreza só existe quando há comparação, e esta comparação sim deve ser questionada, afinal, os índios são bastante felizes.
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